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Especialistas criticam segmento de didáticos
 

18-03-2006. Para economistas, mercado é problemático, mal gerenciado, extorsivo e pouco profissional; distribuidoras querem mais descontos.

As crianças já foram para a escola com seus livros novos (devidamente encapados, no caso dos pais mais cuidadosos). Para trás ficam as contas de mais um ano letivo que começa caro. O preço do livro "comum" no Brasil já é assunto complexo. Com o didático, porta de entrada para todos os outros, não é diferente.
Para começar, é bom saber que todos os envolvidos reclamam. Editoras dizem que suas margens são magras e o crescimento recente, pífio. O governo, que compra toneladas de livros todos os anos - é o maior programa de compra do mundo - joga pesado para conseguir preços baixíssimos. Distribuidores querem descontos das editoras para dar descontos aos clientes. Por fim, economistas reclamam do mercado como um todo, que vêem como mal gerenciado, extorsivo e pouco profissional.
Agora pelo menos os pais sabem que não estão sozinhos na agonia. "O livro didático brasileiro não é caro", afirma sem tremer a voz João Arinos, presidente da Associação Brasileira de Livros Educativos (Abrelivros) e diretor da Abril Educação, da qual fazem parte Ática e Scipione, donas de um terço do mercado brasileiro de didáticos.
"Ele pode parecer caro quando comparado ao poder aquisitivo do brasileiro, mas quando se avalia a qualidade editorial do trabalho, vê-se que esse preço está traduzido num produto de qualidade", argumenta.
João afirma que o fator preponderante na composição do preço é a tiragem. Em média, um didático vai para o varejo com 15 mil exemplares, o que é pouco. Por isso, explica ele, as compras feitas pelo Ministério da Educação através do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Leitura (FNDL) conseguem ter valores tão baixos: as tiragens são enormes.
Vivência e Construção - Matemática, livro da Ática para a primeira série, teve 391.307 exemplares comprados no ano passado pelo Ministério da Educação (MEC) a R$ 5,88 a unidade. Nas livrarias, custa em torno de R$ 57. A mesma relação de um para 10 se repete em quase todos os outros títulos. "A negociação é duríssima e o governo tem comprado cada vez melhor. Nossas margens estão cada vez menores", diz Arinos.
"Menores" é trocado por outros termos - "medíocres", "artificiais", "ridículas" - quando se conversa de maneira mais informal com editores que venderam livros para o MEC nos últimos anos. Nada que se admita em público, contudo. "Eles ganham muito dinheiro com o FNDL", afirma Daniel Balaban, um dos diretores do programa do governo, que ano passado comprou quase R$ 2 bilhões em livros. "As editoras choram, mas se o MEC parasse de fazer essas compras, muitas delas quebrariam".
Mas, então, se é possível vender livros a esse preço e ainda ter lucro, porque eles custam dez vezes esse valor nas livrarias? "Na verdade, são livros diferentes", esclarece Arinos. "Embora tenham sido elaborados pelas mesmas equipes e tenham o mesmo título, os livros do FNDL não são consumíveis, não se escreve neles, e são aprovados pelo MEC dois anos antes. Nesse sentido, não são tão atuais quanto os das livrarias. Além disso, têm tiragens mais altas, os royalties que pagamos aos autores são menores e, por fim, o governo se encarrega de toda a distribuição, não nós. O que vai para o varejo sai da editora com cerca de metade do preço pago na livraria", explica o presidente da Abrelivros.
Setor não vê soluções a curto prazo
Há quem diga, contudo, que essa diferença não se justifica apenas pelas razões apresentadas. O livro didático brasileiro poderia custar 30% a menos sem problemas segundo George Kornis, economista que, junto com Fabio Sá Earp, fez uma detalhada radiografia do mercado editorial brasileiro num "estudo-bomba" financiado e publicado pelo BNDES em 2005. "Para diminuir o preço, são necessárias quatro medidas básicas: padronizar tecnicamente o livro, saber se ele é adequado para o que se propõe fazer; mudar a logística, que ainda não leva em conta, por exemplo, a burrice de se imprimir um livro em São Paulo e levá-lo para Manaus; avaliar a obsolescência do conteúdo, geralmente superestimada; e, por fim, ter um controle externo sobre as margens de lucro das editoras. Acabar com a 'orelhada', enfim. As editoras daqui erram muito, então querem ganhar tudo num único livro", diz Kornis.
João Arinos, presidente da Abrelivros, toma outro caminho: "O problema do preço é estrutural, do País, não do livro. Não vejo soluções de curto prazo. O que precisamos é de uma política de incentivo à leitura que aumente as tiragens e diminua o preço por exemplar".
Certo é que o preço do didático é um assunto importante demais para ser decidido pela mão invisível do mercado. Ainda mais por ser um mercado um tanto torto, segundo Kornis. "Nos últimos tempos, o mercado editorial, especialmente o de didáticos, passou por uma enorme concentração. Pior, várias editoras nacionais foram adquiridas por estrangeiros. Hoje são poucos vendedores e um comprador muitíssimo grande, o Estado. Não quero acusar ninguém de crime, mas estão todas as condições postas para a formação de um cartel. Como as editoras e suas instituições não abrem seus dados a pesquisadores, é difícil dizer. Mas o governo, com seus órgãos de proteção à concorrência, deveria investigar isso. E rápido".
 

Por Douglas Md Millan (agência O Globo).
Aparecido en el Caderno B de la Gazeta de Alagoas, 18/3/2006.
http://gazetaweb.globo.com/gazeta/Materia.php?c=85812&e=1288
 
 
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