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O espanhol obrigatório
 

30-08-2005. Jornal do Commercio, Recife-PE.
Em meio à tormenta representada pelas denúncias de corrupção que explodem de todos os lados, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, no começo de agosto, um projeto de lei do deputado Átila Lira (PMDB-PI) tornando obrigatório o ensino do idioma espanhol no curso médio de nossas escolas públicas e privadas. Em circunstâncias normais, um assunto que teria provocado debates, mas, nas atuais circunstâncias em que vive o País, ofuscado pelo noticiário dos escândalos que se sucedem. Alguns poucos analistas que se debruçaram sobre os termos da lei consideram a medida oportuna, principalmente depois da criação do Mercosul, em que se amiudaram os negócios brasileiros com seus vizinhos de colonização espanhola. Estes sempre se queixaram do "isolamento" do Brasil, único a falar português na chamada América Latina, assim considerada a longa extensão territorial que, de norte para sul, começa no México e alcança o cone final do Chile e Argentina, nas imediações do Pólo Antártico. Em todo esse conjunto, há alguns países em que se fala o inglês e o francês, enquanto sempre nos distinguimos dos demais por manter viva aqui a língua que Olavo Bilac chamou de "Última flor do  Lácio, inculta e bela", e, segundo diz adiante, "desconhecida e obscura". Pode-se dizer que a nova legislação brasileira vem fazer justiça à contribuição cultural que nos veio da Península Ibérica, para que não continuemos falando somente o português, língua "a um tempo esplendor e sepultura", conforme dizia o mesmo e grande poeta parnasiano. Só a força material das relações econômicas poderia levar o governo a ceder e aprovar tão importante lei. Até o Século 19, a Inglaterra – com seus navios e suas máquinas – e a França, com sua cultura, conseguiram que suas línguas nativas penetrassem em nosso currículo escolar de forma obrigatória. Enquanto isso, nossas relações com os países vizinhos eram de desconfiança, às vezes até de guerra, como aconteceu na época do Império, em relação ao Paraguai. Mas, exatamente por não ter sido discutida amplamente, a lei recém-aprovada já colocou um sério problema para o poder público, o de encontrar professores habilitados. Segundo o Ministério da Educação, há no momento um déficit de 13,2 mil mestres para dar aulas de espanhol no regime de 20 horas semanais, no ensino pré-universitário. E não vai ser fácil resolver tal problema, que infelizmente vem juntar- se à deficiência mais antiga, de docentes para as áreas das ciências exatas, como a física, a química (e até a matemática), tão necessárias a um país que precisa acompanhar o desenvolvimento tecnológico dos tempos atuais. Além da necessidade de investimentos altos, é preciso registrar que bons professores não podem ser improvisados em pouco tempo, nem seria possível importar tantos docentes de outros países. Há que se investir mais em educação, e estimular as vocações com incentivos – inclusive bolsas de ensino – para os candidatos a cursos universitários que até agora não estão atraindo um número suficiente de alunos, mas sem prejuízo na qualidade do ensino.
Embora o curso secundário nas escolas públicas seja de responsabilidade dos Estados, o governo central precisa apoiá-los financeiramente, já que as leis criando novas necessidades ou formas diferentes de satisfazê-las, são sempre da alçada federal. No que se refere a livros didáticos, a obrigatoriedade do ensino da língua de Cervantes no Brasil está sendo festejada por conhecidas editoras obras em espanhol. É preciso que as editoras brasileiras aceitem também o desafio.
Jornal do Commercio, 30/08/2005 - Recife PE

 
 
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