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O Espanhol sem fronteiras
 

19-08-2005. Folha Dirigida.

Há duas semanas, o presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou lei que exige de todas as escolas de ensino médio -tanto públicas quanto particulares - a oferta de aulas de Espanhol. Segundo a determinação, as instituições de ensino terão cinco anos para se adaptar à nova legislação. Os conselhos estaduais de educação terão a responsabilidade de definir as normas para que se torne viável o cumprimento da lei de acordo com a realidade de cada região. Apesar da obrigatoriedade para as escolas, aos alunos é facultativo o estudo do idioma. As escolas da rede pública oferecerão as aulas de Espanhol em centros de língua estrangeira, mas dentro do horário de aula. Dessa forma, alunos de escolas diferentes poderão freqüentar o mesmo centro. Já as instituições particulares, além de terem a possibilidade de ministrar as aulas em centro de estudos de línguas modernas, também poderão incorporar a nova disciplina dentro da sala, respeitando a carga horária. A lei foi muito bem recebida. Em nota, o Instituto Cervantes afirmou que trata-se de "um acontecimento histórico para a língua espanhola e um impulso decisivo para sua difusão como língua de comunicação internacional." A entidade ainda disse que os países de língua espanhola deveriam se esforçar para apoiar a iniciativa brasileira. A Argentina parece ter ouvido o pedido do Instituto. Em entrevista a Folha de São Paulo, o ministro  da Educação do país vizinho, Daniel Filmus, afirmou que oferecerá suporte ao governo brasileiro nessa iniciativa. "A lei aprovada favorecerá a integração do Brasil na América Latina. E nós queremos ajudar o país no que for preciso para a capacitação de seus próprios docentes", disse Filmus.
A ajuda será necessária, pois segundo estudo da Secretaria de Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação (MEC) há um déficit de 13,2 mil docentes de Espanhol — se cada um deles tiver carga horária de 20 horas semanais e atendendo a oito turmas. Se o número de horas de trabalho dos professores dobrasse, juntamente com o número de turmas atendidas, a falta de educadores cairia para 6,6 mil. A base para esses números foi o Censo da Educação Superior 2003, o último divulgado pelo MEC.
Mesmo com a falta de profissionais qualificados para suprir as necessidades criadas pela lei, as escolas aprovaram a medida. O diretor do Colégio Fecap, que já oferece aulas de Espanhol, Alvaro César Giansanti, considera a medida muito boa. "O Brasil sempre esteve de costas para a América Latina e de frente para a Europa. A integração que começou com o Mercosul avançou pouco na questão cultural até hoje, e ficou restrita a acordos de tarifas", conta. Ele destaca outro benefício dessa medida: "dominar mais um idioma aumenta a empregabilidade dos jovens". Uma crítica feita pelo diretor à lei, é  direcionada a ser facultativo ao estudante ter ou não aulas de Espanhol. "Isso cria a possibilidade de que escolas incorporem as aulas como um faz de conta. Por exemplo, incluindo o estudo da língua na matriz curricular, mas com aulas quinzenais. O que claramente não é suficiente no estudo adequado de um idioma", explica. O diretor ressalta: "é importante que o ensino de Espanhol seja incorporado como um conhecimento tão útil, tão necessário e tão importante como as outras disciplinas".
O prazo de cinco anos para a adaptação das instituições de ensino à lei não é visto como empecilho pelo diretor pedagógico e professor do Colégio São Judas Tadeu, José Ribeiro Filho. "Toda modificação na educação tem, por princípio, essa determinação de entrar em vigor praticamente em cinco anos", afirma. Ele exemplifica: "a LDB, que é de 1996, realmente só começou a vigorar em 2001. Já estamos acostumados a esse período, é perfeitamente possível se estabelecer um planejamento cuidadoso para essa mudança dentro do prazo". A incorporação de mais uma disciplina a grade curricular também não parece ser problema. "As escolas devem ter uma carga horária de 2.400 horas, isso é o mínimo. São poucas as escolas que mantêm essa grade curricular mínima da educação básica. Por isso, é possível manter o Inglês e incluir também essa nova disciplina", explica Ribeiro.

fuente: Folha Dirigida, 19/08/2005 - Rio de Janeiro RJ

Nota del editor de E/LE Brasil: El texto de la mencionada ley 11.161, del 5 de agosto de 2005, puede ser leída pulsando aquí.

 
 
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