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Portunhol se expande no Brasil e ganha até livro de poemas
 

12-08-2003. Artículo de Guido Nejamkis, en portugués, sobre el lanzamiento del libro "Dá Gusto Andar Desnudo por Estas Selvas -- Sonetos Salvajes," del autor Douglas Diegues.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode ficar tranqüilo. A integração sul-americana, prioridade da sua política externa, corre a toda velocidade, especialmente no campo lingüístico: o portunhol está cada vez mais forte na região, entrando na linguagem popular, na música e na literatura.

A expansão dessa língua misturada chegou também à poesia graças à editora paranaense Travessa dos Editores, que acaba de lançar o primeiro volume em portunhol, escrito pelo poeta Douglas Diegues.

O autor, que vive em Ponta Porã, cidade sul-mato-grossense separada do Paraguai apenas por uma avenida, acaba de publicar "Dá Gusto Andar Desnudo por Estas Selvas -- Sonetos Salvajes," em que presta homenagem a um idioma nascido do desconhecimento da língua do vizinho. Para ele, o portunhol é uma língua "de mau gosto, rupestre e bizarra, mas ainda assim bela e esplêndida".

Palavras como "sugo" (suco, com influência do castelhano "jugo") ou expressões como "me espera um ratinho" ("rato" em espanhol é um período de tempo curto, não um roedor) são comuns entre os falantes do espanhol que tentam se fazer entender no Brasil.

A mesma dificuldade enfrentam muitos brasileiros que, viajando aos países vizinhos sem dominar o espanhol, se aventuram na mistura de palavras.

Jusara Salazar, a editora que impulsionou a publicação do livro de Diegues, disse que se sentiu "fascinada" pela poesia do artista, "típica de uma estética nova, porque nosso caminho futuro vai ser a mescla do espanhol e o português".

Salazar acha que durante muitos anos o Brasil tentou se proteger da América de língua espanhola usando o português como escudo, e que a mestiçagem idiomática era vista como "um risco para o patrimônio nacional que é a língua portuguesa".

Mas, segundo ela, "há algo que ninguém controla, e é o fato de que uma pessoa se comunica com outra da forma que pode". "O portunhol não forma parte de uma instância erudita, é uma questão de necessidade."

O presidente do Senado, José Sarney, da Academia Brasileira de Letras, está de acordo. "Havia uma separação entre a América espanhola e a América portuguesa. O portunhol facilita um pouco que o Brasil olhe para seus vizinhos e que os vizinhos nos olhem", disse Sarney, em cujo mandato como presidente (1985-90) foi criado o Mercosul.

"As línguas mudam permanentemente. Nas próprias línguas existem as 'interlínguas', e o portunhol é algo prático, que está facilitando a aproximação que estamos tendo com a América Latina", disse o ex-presidente a jornalistas estrangeiros.

Fazendo fronteira com a Argentina e o Paraguai, o Paraná parece mesmo ser terreno especialmente fértil para o portunhol. Lá, tempos atrás, o grupo de rock Os Magnéticos gravou um disco com canções em portunhol.

"Há uma questão de necessidade que é a de se comunicar. Há uma enorme quantidade de pessoas que hoje circulam nas fronteiras e viajam por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai e precisam se comunicar. O portunhol é um recurso para isso," disse a editora Salazar.

Diegues nasceu no Rio e ganha a vida vendendo orquídeas em Ponta Porã. O idioma da sua poesia é, segundo ele, "um portunhol diferente do que usa um venezuelano, um mexicano, um colombiano ou um argentino quando vêm ao Brasil". "Meu portunhol é um idioma de trânsito entre Paraguai, Brasil e a cultura indígena guarani."

Para o poeta, o portunhol é "uma língua de vanguarda primitiva". "Tem vida, é efervescente e quente. Acho que se pode fazer literatura de qualidade usando o portunhol".

autor: Guido Nejamkis
fuente: REUTERS/ UOL Notícias/ MSN News
fecha: 12/08/03

 

 
 
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